ILHA DA GIGÓIA: O restaurante preferido dos moradores da Ilha
- Thiago Chiappetta

- 29 de set. de 2020
- 2 min de leitura

Parece difícil de imaginar que a poucos metros de uma das mais movimentadas avenidas do Rio de Janeiro fica um dos bairros mais bucólicos da cidade. Isolada pelos manguezais da Barra da Tijuca, a Ilha da Gigoia é um pequeno arquipélago com 9 ilhotas cercadas pelas lagoas do Marapendi, da Tijuca e de Jacarepaguá que reúne um dos mais interessantes roteiros culturais e gastronômicos do Rio.
A Ilha esteve em nossa lista de desejos por muito tempo, mas por algum motivo que não conseguimos explicar, sempre deixávamos para a semana seguinte. Até que acordamos num sábado com desejo de um restaurante ao ar livre (fundamentais em tempos de pandemia) e lembramos de lá. Pegamos o carro e partimos rumo à Barra da Tijuca.
Para quem vem de metrô, o arquipélago fica bem próxima à Estação Jardim Oceânico e o barco que dá acesso ao local custa de R$ 2 a R$ 5. Também há passeios ecológicos por R$ 25 por pessoa que circulam as lagoas e os mangues da região, onde encontram-se diversas espécie de aves, macacos, capivaras e - pasmem! - jacarés.
Nosso roteiro pretendia ser bem mais modesto. Queríamos fazer algumas fotos e parar em algum restaurante que fosse recomendado por um morador do local. Para fugir de grandes aglomerações, evitamos os estabelecimentos mais famosos da região, como o Caiçara e o Bar do Cícero.
Nossa recomendação veio por acaso. Paramos um casal que estava cuidando das plantas da entrada de casa e pedimos uma indicação de bar. Eles foram enfáticos na recomendação: Cais Bar. E lá fomos nós.
Ok, para quem costuma frequentar a ilha, o Cais Bar não é tão desconhecido assim. Ele tem estrutura semelhante aos outros restaurantes do arquipélago: deck ao ar livre e acesso principal de barco. Como nós já estávamos em terra, descobrimos um acesso pela cozinha do restaurante para não ter que tomar uma nova embarcação.
O atendimento foi excelente. Funcionários prestativos, todos utilizando máscaras e mesas higienizadas. O cardápio é bastante variado, com destaque, claro, para os frutos do mar. Tomamos algumas cervejas (se não me engano, o valor da Original era de R$ 13) e pedimos uma porção de pastel de salmão, que foi um dos mais gostosos que já comi. Como a Duda estava querendo comer algo diferente de peixe, ainda pedimos uma porção de queijo coalho com geleia de pimenta.
Saímos de lá e ainda demos uma volta na ilha, que tem um por do sol incrível. Fora da pandemia, o roteiro cultural também é riquíssimo por lá, com festivais de música e arte, apresentações de bandas independentes e festas particulares badaladas. Sem dúvida, um refúgio capaz de agradar aos mais variados gostos.
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